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Uma bicentenária no quadradinho

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Na última sexta-feira (18), a Igrejinha de São Sebastião sediou pela nona vez o Seminário do Patrimônio Cultural de Planaltina. A comemoração dos 208 anos do Arraial de São Sebastião de Mestre d’Armas, atual Planaltina, contou com debates e apresentações.

O Seminário ocorre anualmente desde de 2011, quando foi realizada a sua primeira edição. A função central do evento é promover um espaço para debater ações e promoção em defesa do patrimônio material, imaterial e natural da cidade.

O evento foi guiado pelos líderes comunitários Simone Macedo e Leônio Matos, com idealização e realização da Associação dos Amigos do Centro Histórico de Planaltina (AACHP) e da Rádio Utopia FM, com apoio do programa Comunicação Comunitária (ComCom) da Universidade de Brasília (UnB) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF). Além disso, também contou com a presença de representantes de deputados distritais, Secretaria de Cultura, Conselho Cultural de Planaltina, e claro, moradores da região.

Os temas debatidos no evento foram a valorização do patrimônio histórico e Cultural, os projetos desenvolvidos na região, a restauração da igreja, falta de mobilidade urbana, mas o protagonista da discussão foi a instalação de uma estátua do Louis Ferdinand Cruls, famoso geólogo que liderou a Missão Cruls. O monumento foi alocado no terreno da Igrejinha São Sebastião, área tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no dia 10 de outubro de 2018 e custou cerca de R$ 54 mil.

A grade de proteção em volta da escultura foi um ponto de discussão no evento, já que alguns dos presentes opinaram que o artefato afasta as pessoas da estátua e não está harmonizado com o resto da instalação. A AACHP defende que não foi debatido com a população a inserção da escultura perto da Igrejinha e que tal ação atrapalha o tombamento da pequena paróquia. Durante a conversa, um membro do Conselho de Cultura, Pedro Bezerra, fez um contraponto ao dizer que fizeram uma pesquisa na região com a opinião dos moradores sobre a anexação do monumento na praça e que a maioria se manifestou a favor da instalação.

 Para Regina Coeli, professora da Faculdade de Planaltina UnB, o seminário deste ano foi mais incisivo na defesa patrimonial. “O que eu percebi em relação aos seminários anteriores é que houve um crescimento muito grande na defesa do patrimônio. [...] Eu acho que o aspecto mais significativo que a gente pode reconhecer é como é importante a participação social para acontecer o processo de patrimonialização”, afirma a professora.

Por fim, os presentes, juntos, construíram uma carta ao Poder Público e aos cidadãos, onde descreveram as dificuldades enfrentadas por Planaltina no que diz respeito à valorização e preservação do seu patrimônio. Completaram o texto com algumas propostas de medidas que poderiam beneficiar a valorização do patrimônio local e o crescimento econômico e social da região. Por exemplo, a inserção de Planaltina na rota ecoturística do Centro-Oeste, pela região abrigar  a famosa Estação Ecológica Águas Emendadas, que é o encontro de duas grandes bacias da América Latina, a Tocantins/Araguaia e a Platina, formando uma Vereda de 6 km de extensão. Outra opção seria um tour histórico, já que a cidade nasceu muito antes de Brasília ser projetada, e há ali construções nos modelos da arquitetura típica da época colonial.

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