RALACOCO

A Ralacoco é uma rádio laboratório que surgiu de uma proposta dos estudantes, que sentiam falta de fazer algo relacionado à democratização da comunicação. A rádio consolidou-se a partir da mobilização em torno de uma greve geral da Universidade de Brasília (UnB) em 2001, e desde então diversas pessoas da comunidade acadêmica e de fora dela passaram a cuidar daquele espaço. 

Além de ter uma programação composta por um conteúdo que refletia princípios comunitários, a Ralacoco sempre teve um perfil formativo com a realização de oficinas em diferentes comunidades da região norte do Distrito Federal. Nesse sentido, o desenvolvimento da Ralacoco foi fundamental para a criação da disciplina Comunicação Comunitária, em 2002, na Faculdade de Comunicação (FAC) da UnB. 

A partir de então, disciplina e rádio passaram a desenvolver conjuntamente ações que estimulavam a experimentação e a troca de saberes populares e acadêmicos, com a atuação em comunidades localizadas na Asa Norte, no Varjão e em Planaltina, por exemplo. 

Em 2007, a Ralacoco efetivamente se transforma em um Projeto de Extensão de Ação Contínua da Faculdade de Comunicação, com a reunião das diversas ações no Programa Comunicação Comunitária (ComCom). 

Até esse período, a rádio transmitia a sua programação por meio de uma antena FM. Com o desenvolvimento de outras tecnologias, como o servidor de rádio web livre Dissonante (www.dissonante.org), e por decisões técnicas e políticas, a rádio passou a ser transmitida apenas pela internet. 

A partir de 2010, com a reforma dos ambientes da FAC, a Ralacoco ganha um novo estúdio, mais equipado e com mais condições técnicas de gravação. Desde então, a rádio deixou de transmitir conteúdos com grade de programação definida, emitindo esporadicamente programas feitos principalmente no âmbito de ComCom. 

Em 2019 a Ralacoco se renovou com a proposta de funcionar como um estúdio de produção de podcasts e focou na produção de conteúdos a serem distribuídos por diversas plataformas, explorando diferentes narrativas - como crônica, radioarte, audiodrama - e temas que fujam do modelo padrão das rádios hegemônicas.