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Coletivo Força Tururu fortalece vozes comunitária e popular em Recife

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Imagem: Coletivo Força Tururu

Sediado no município Paulista, em Recife, o Coletivo Força Tururu resulta da "vontade de se criar um grupo que pudesse mostrar que há mais do que apenas notícias ruins na comunidade do Tururu, diferentemente do que era constantemente propagado pela mídia", afirma sua equipe. 

O coletivo é pioneiro em seu bairro, o Janga, no que concerne à implementação de ações de comunicação para fortalecer as pessoas e o território. 

A comunidade do Tururu, por sua vez, foi fundada em 1960. O nome é em referência à grande quantidade de pássaros conhecidos como tuiuiús, que habitavam o local na época de sua ocupação, segundo os moradores. A princípio, a região era pequena e muito pobre, mas, ao  longo dos anos, sofreu transformações e hoje está em constante desenvolvimento infraestrutural e social.

Com a criação do coletivo, a comunidade conseguiu articular todos os seus sentimentos e transformá-los em ações de comunicação. "Para isso, foi preciso fazer um processo de valorização do território, escuta das pessoas mais antigas e observação da dinâmica comunitária, no sentido de enxergar o que era forte e importante a ser falado”.

A primeira ação foi o documentário Tururu: Justiça, Paz e Vida, que foi  premiado em 2012 pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos. "Depois disso [do documentário], decidimos continuar a desenvolver ações, como a produção de fanzines, cineclubes, entre outros. No mais, quando decidimos que era hora de começar a atuar, não demoramos muito a concretizar a ideia do coletivo", relatam os integrantes. 

https://www.youtube.com/watch?v=sYqu14UU4z4

A concretização desta ideia é perceptível, nos dias de hoje, através da produção de  vídeos, documentários e exposições de fotografias, e da disponibilização destes em plataformas como Instagram, Facebook e Youtube.

A equipe do Força Tururu é formada por nove integrantes: três professores, dois educadores, um assistente social, um pedagogo, um advogado e um auxiliar de serviços gerais. Eles se dividem em atribuições internas para dar seguimentos às ações planejadas. "No coletivo, não há presidente ou algo do tipo, não se estabelece hierarquia no grupo."

Os integrantes explicam que, para integrá-lo, não basta apenas ter vontade. As pessoas que solicitam entrada devem, primeiro, participar de alguma formação ou ação promovida. Somente depois da familiarização com o coletivo e, de um diálogo entre os integrantes, é que a participação da pessoas é aprovada ou não.

"Esse processo é feito porque, muitas vezes, as pessoas são levadas pelo calor da emoção ao participar, e não dão continuidade; ou, em outros casos, pessoas que não têm o devido comprometimento com as questões sociais solicitam entrada e não são ligadas a algumas pautas defendidas por nós, como enfrentamento do racismo, por exemplo."

Todos os anos, o Força Tururu organiza seu planejamento de intervenção, que geralmente é dividido em: formação, produção de vídeos, produção de fotorreportagens, atuação em rede, incidência política e sustentabilidade. 

De todos estes eixos, saem muitas demandas, que são dialogadas em reuniões, sendo também algumas das práticas a organização e a compilação de dados e informações em instrumentos de sistematização, além do monitoramento das intervenções e das mídias sociais.

No contexto da pandemia do novo coronavírus, muitas das ações ficaram concentradas na prevenção e no enfrentamento dessa. Dentre as principais ações, destacam-se:  parcerias com outras comunidades para intervenção conjunta no município, a fixação de faixas de alerta sobre a covid-19 pela comunidade, a distribuição de mais de 200 cestas básicas e mais de 50 litros de álcool 70% às famílias locais, e a exposição de outdoor cobrando da prefeitura um posicionamento e uma atuação no enfrentamento do coronavírus na cidade.

O Força Tururu já promoveu quatro cursos de fotocomunicação na comunidade e aponta como alguns dos principais impactos de sua atuação: a redução da imagem negativa da comunidade do Tururu nas plataformas de pesquisas da internet, um papel mais ativo e participativo da comunidade nos debates em torno de suas problemáticas, a inclusão de pautas como transporte e Unidades Básicas de Saúde (UBS) na lista de melhorias dos governos municipais e estaduais, a maior valorização da imagem da comunidade na mídia e a formação de comunicadores populares, para atuação em suas comunidades na região metropolitana do Recife.

 

REFERÊNCIAS

 

TURURU, Coletivo Força. [Entrevista a] Helen Marinho.

 

Tururu. Disponível aqui: Acesso em: 10 nov. 2020.

 

Coletivo Força Tururu. Disponível aqui.  Acesso em: 10 nov. 2020.