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Projeto Escuta que é bom promove a cultura e música local

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Foto: Escuta que é bom

Em agosto de 2018 surgia o Escuta que é bom, projeto do brasiliense Felipe Qualquer com o objetivo de apoiar as iniciativas culturais e divulgar artistas e bandas locais, do Distrito Federal. “A premissa geral do site é muito simples: descobrir e indicar música nova que não esteja necessariamente nas mídias tradicionais. Em um ano de trabalho, a gente achou que estava indicando coisas, mas, na verdade, estávamos descobrindo e indicando música nova”, explica Felipe, em entrevista ao Correio Braziliense

O projeto visa apoiar a comunidade musical local, tanto artistas, quanto aqueles que querem conhecer mais sobre. O foco do Escuta é mostrar que existem grandes novidades musicais fora dos eixos Rio-São Paulo-Paraná e difundir uma discussão mais abrangente sobre música e cultura. Todas as causas visam o cenário musical e cultural, como produção e participação em eventos musicais de grande estrutura, por exemplo, o Festival COMA, o evento Picnik, No Setor e outros. Tudo isso chama para conhecer as bandas da sua cidade, não apenas as difundidas nos principais meios de comunicação. 

A comunidade musical local é o que deu início ao projeto e guia todas as ações até o momento. O Distrito Federal já esteve em evidência na música nacional com Cássia Eller e Renato Russo, mas como foi dito anteriormente, artistas da região sudeste e sul tem mais visibilidade, com isso a cultura no DF foi tendo que passar por mudanças, artistas passaram a precisar de um apoio maior e os próprios brasilienses precisam conhecer as bandas/músicos da cidade. 

O time do Escuta é bastante diversificado, desde o início até hoje já passaram voluntários de diferentes graduações, jornalistas, resenhistas, fotógrafos e produtores de audiovisual, não apenas do DF, mas de todo território nacional. O idealizador do projeto, Felipe, é o responsável por reunir e orientar os voluntários e outros membros do projeto, devido ao crescimento, a ideia é que cada rede tenha um coordenador e dentro do site, um editor seja definido. 

Em parceria com o projeto Mídia Ninja  (rede descentralizada de mídia que produz narrativas, conteúdos jornalísticos e etc), o Escuta está com um podcast que faz parte do Ninja Cast, plataforma de programas que tem desde o podcast do Caetano e do BNegão até assuntos mais políticos como gênero, negritude e feminismo. O Escuta que é bom aparece como um programa, com quadros (os colaboradores podem apresentar um se quiserem) e o Escutatório as histórias da música. 

Com o podcast, o alcance do público/comunidade aumentou, além disso está sendo feito um estudo para aprovar a possibilidade de produção de matérias, entrevistas e reportagens. Outro parceiro é o Mais Brasil, um portal que ainda está em construção, mas o Escuta busca ter mais alcance e um local a mais para compartilhar conteúdo. Nessa parceria o material sobre música ainda vai ser compartilhado, mas com editorias a mais, como: leitura, tv e cinema. Um outro parceiro é o aplicativo S.O.M que visa conectar as pessoas do mundo da música, como uma rede social unindo artistas, produtores e público. 

O projeto Escuta que é bom cresceu bastante nos últimos dois anos e conta com uma ampla rede de comunicação. Está presente em diferentes plataformas para atingir um público ainda maior. Tem o site com notícias e colunas sobre música brasileira, presença ativa nas redes sociais (Instagram, Facebook e Twitter), um canal no YouTube e mais recentemente, um podcast/playlist no Spotify.

Com uma pegada mais moderna, o projeto adota um formato bastante visual (fotos, vídeos, artes) nas redes sociais e site. Já nos canais de áudio como vídeos e podcast adota uma linguagem mais informal. As pautas são voltadas para promover os diferentes tipos de música, dar visibilidade e realizar eventos para reunir essa comunidade. Todo conteúdo é voltado para entrevistas, divulgação e textos sobre diferentes gêneros musicais e artistas locais para descobrir músicas que não estão totalmente difundidas nos principais meios de comunicação. Além disso, o projeto produz eventos como o festival Fico em Casa BR . 

A participação popular se caracteriza na participação/interação nas redes sociais e nos eventos, antes presenciais e agora virtuais devido à pandemia. Já os músicos e artistas participam sugerindo eventos, enviando álbuns, dando entrevistas e compartilhando o que estão desenvolvendo. 

No momento, ainda não existem iniciativas de formação para a comunidade, mas o Escuta que é bom está estudando a possibilidade de ministrar cursos, por não ser uma ideia concreta não tem muitos detalhes sobre o que, como, onde e formas de pagamento (gratuito, planos). 

Devido à pandemia muitas ações e eventos foram suspensos, mas o projeto está em uma nova fase e aproveitou esse momento para investir nos conteúdos para site e nos programas do YouTube/Podcast. 

 

Três perguntas para Felipe Qualquer, idealizador do projeto:

       1-Do seu ponto de vista como idealizador, qual o papel do projeto nos cenários local e nacional?

Primeiro, descentralizar a comunicação da música no Brasil. Tanto as grandes gravadoras nacionais, quanto as internacionais, se concentram no sudeste, local também da concentração dos grandes conglomerados de mídia no Brasil. A transmissão de informações, de dados e dos trends musicais que são reproduzidos nos interiores, afeta diretamente a produção local. Além dessa disrupção com o mainstream, é importante motivar, dar suporte e mostrar a artistas locais as possibilidades, tanto de inserção quanto de ressignificar e reproduzir os modelos do grande mercado em seus territórios. Ter um projeto de escoamento de todo esse conteúdo, de toda essa gente, potencializa os cenários e pulveriza o domínio. Quanto ao nacional, esse movimento de baixo pra cima, de fora pra dentro, revoluciona a cultura.

      2-O que o projeto representa para você?

Mais do que propor entretenimento, mais do que apresentar música boa e fazer curadoria do continente, a chance de fazer cultura na prática e influenciar pessoas é incrível. Poder indicar novos sons, apresentar uma Baiana System, uma Bia Ferreira ou uma Linn da Quebrada pra quem está submerso no que o domínio entrega é revolucionário.

     3-Já tem alguma ideia dos próximos passos do projeto?

Os próximos passos já estão sendo dados. Com o "novo normal" estabelecido, temos trabalhado muito, desde o Festival Fico em Casa, a primeira iniciativa da pandemia lá em março, depois a formação de nossa comunidade que saltou de 30 para 150 pessoas, a entrega de conteúdo pelos nossos canais, a realização da Semana do Podcast, várias parcerias e finalizando agora com a criação de uma plataforma de eventos online, a OASI.

 

Redes sociais: 

Instagram: @escutaqueebom 

Facebook: https://www.facebook.com/escutaqueebom

Twitter: https://twitter.com/escutaqueebom

YouTube: https://www.youtube.com/escutaqueebom 

Spotify: https://open.spotify.com/show/4Dkv0OVxb4jpyTS8i27lPi

 

 

Referências: 

SITE DA ESCUTA <https://escutaqueebom.com/> 

Acesso em: 04/10/2020