Erro

[OSYouTube] Alledia framework not found

Agência Tambor apoia ações de comunicação comunitária em São Luís - Maranhão

    

   Ao longo desses anos ela se estabeleceu como um  espaço para produção de conteúdo jornalístico, comprometido com a luta das trabalhadoras e trabalhadores do campo e da cidade, dos povos e comunidades tradicionais, por um movimento sindical forte e independente, pela defesa permanente dos direitos humanos, pelo combate ao machismo, racismo, homofobia, com o compromisso com os povos e comunidades tradicionais, pela preservação do meio ambiente e pelo respeito e estímulo à arte e a cultura, esses são os valores encontrados no editorial da agência, que está disponível em seu site na internet , e que se refletem nas pautas que são colocadas e como temas nacionais são abordados.

   O forte engajamento nas causas sociais e questões locais da capital maranhense é facilmente observado a partir das notícias que têm destaque em suas páginas (Site da Agencia Tambor, Página no Instagram), pela presença das lideranças locais, políticas e religiosas, artistas, líderes e participantes de movimentos sociais e comunidades indígenas e quilombolas em suas reportagens, além das lives e eventos que organiza. A relevância da natureza comunitária e popular da ação é sempre destacada nos textos postados em suas redes digitais, onde esse tipo de ação comunicacional é posta como uma ferramenta para a democratização da comunicação do Brasil a partir do Maranhão, estado brasileiro com a maior concentração midiática do país. 

 

Organização e estrutura

 

     A Agência Tambor é uma iniciativa da Sociedade Maranhense de Mídia Alternativa e Educação Popular Mutuca, em parceria estratégica com a Associação Brasileira de Rádios Comunitária no Maranhão (Abraço-MA), com o Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), Jornal Vias de Fato e outras organizações sociais. O projeto da Agência Tambor amadureceu e ganhou força a partir do I Seminário Comunicação e Poder no Maranhão, realizado em São Luís, em outubro de 2017, um evento organizado pela UFMA que reuniu indígenas, quilombolas, quebradeiras de coco, estudantes, pesquisadores, sindicalistas agentes pastorais, jornalistas e comunicadores populares, portanto tem uma presença popular e acadêmica significativa. 

      A apresentação do Jornal da Tambor, bem como da maioria dos programas, é feita pela jornalista Flávia Regina, como apoio permanente ao programa, apuração e produção dos outros conteúdos existe um conselho editorial formado por jornalistas comunitários e populares o qual é atualmente liderado pelo jornalista Ed Wilson araújo. A agência também é apoiada pela Teia Popular, criada pelo Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). Essa organização mapeia, incentiva e apoia iniciativas de comunicação popular, que busquem traçar estratégias para que a informação chegue da forma mais organizada possível a opinião pública. Isso feito com o objetivo de formar uma rede de solidariedade entre diferentes experiências de comunicação contra-hegemônica, espalhadas pelo país.  

 

Ações e processos comunicacionais

 

  A Agência Tambor possui uma Rádio Web, que pode ser acessada no site (www.agenciatambor.net.br) ou pela sua página do Facebook (@agenciatamborradioweb). De segunda a sexta é produzido o Jornal da Tambor, um rádio-jornal, com uma hora de duração, que começa a ser transmitido a partir das 11h. Além dele, acontecem programas especiais, alguns são fixos como o Papo de Crente, que discute questões sociais a partir do contexto da comunidade evangélica ou o Na Boca do Caixa, feito para a classe dos bancários, já outros são pontuais como as lives e rodas de discussão, muitos surgiram ao longo do ano de 2020 devido ao volume de acontecimentos e a demanda por mais conteúdo informativo, como o Café com democracia e Democracia no ar, e outros aumentaram muito sua periodicidade desde o início da pandemia do novo coronavírus. 

   Lives e matérias escritas também são publicadas na página da agência no Instagram (@agenciatambor), bem como chamadas para os programas da rádio, falas de integrantes das comunidades, divulgação de eventos culturais, apresentações de artistas locais, manifestações e atos políticos, assembléias, cursos e eventos educacionais, reuniões e discussões de questões de interesse público , mensagens sobre as lutas sociais e políticas apoiadas pela Tambor, que sempre se reconhece como um espaço de resistência e deixa seu posicionamento político contrário ao atual Presidente da República e seus aliados bem explícito. 

    A sede da Agência fica em São Luís, mas existe uma grande parte das matérias direcionadas a comunidades mais afastadas, rurais e/ou periféricas, o que denota uma rede de contato e informação com às pessoas que pertencem a essas populações. Quanto aos processos comunicacionais, esses acontecem de maneira aberta e participativa. Existem os canais de comunicação nos perfis das redes digitais onde a população participa desde a escolha das pautas, às discussões e a criação do conteúdo, e no site da agência a aba inscrições, onde qualquer pessoa pode se voluntariar para participar seja do Jornal da Tambor, como de outras ações que estejam programadas. A comunidade também é convidada a participar com frequência, seja convidando populares para participar dos debates nos programas ou entrando em contato com ou participando de reuniões nas associações de bairro, sedes de sindicatos, comunidades rurais, encontros esses que são anunciados e divulgados nas páginas da Tambor nas redes sociais. 

       A linguagem jornalística utilizada tanto nos programas quanto nas matérias é clara e objetiva, existem muitas expressões regionais e particulares a comunidades tradicionais mas elas são explicadas ao ouvinte/leitor leigo. Não foram identificadas iniciativas formais de formação da comunidade para a mídia, mas existem processos naturais acontecendo, desde que os integrantes dessas comunidades diversas que formas a população de são luís, são as principais fontes de informação sobre si mesmas, suas dificuldades e seus anseios, e não apenas isso, eles são vistos e ouvidos, levantam suas bandeiras e tem suas reivindicações ecoadas, o que caracteriza um processo de comunicação comunitário, popular e alternativo em pleno curso.