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O jornalismo de resistência feito pelo Alma Preta

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Histórico e contextualização 

O portal de mídia foi criado em 2015, na cidade de Bauru - SP, pelos estudantes de jornalismo Pedro Borges, Vinícius Martins e Solon Neto, todos membros fundadores do Coletivo Negro Kimpa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru. Seu principal meio de ação é pelo site, no entanto possui frentes em todas as redes sociais. Se articulam como uma das principais porta vozes da população negra a partir da comunicação. 

De acordo com um dos co-criadores, Pedro Borges, em entrevista publicada no próprio site, o propósito do Alma Preta é "atuar na construção de referenciais positivos para o povo negro, buscando a autoafirmação dos afrodescendentes e posicionamento no campo político da questão racial no Brasil e no mundo". Além de "publicar textos opinativos e reportagens fundamentadas do ponto de vista étnico-racial; apresentar conteúdo audiovisual com destaque aos atores sociais; participar da organização de eventos e grupos políticos que debatam a questão racial, entre outros".

Organização e estrutura
O Alma Preta Jornalismo se define como sendo um "portal de mídia radical", propondo uma comunicação horizontal na qual vários atores da sociedade possuem espaço para auxiliar no desenvolvimento da iniciativa. Trazendo uma maior pluralidade de vozes. Logo, também, não há uma liderança única.
A estrutura humana do site é composta por 12 pessoas negras: Pedro Borges, Vinicius de Araujo, Adriano Smoke, Adrielle Coutinho, Elaine Toledo, Juca Guimarães, Yago Rodrigues, Gabi Delgado, Flávia Ribeiro, Guilherme Soares Dias, Nataly Simões e Mariana Nascimento. A grande maioria são jornalistas, porém há profissionais de áreas afins.

Além desses citados, existem articuladores e colaboradores por todo o país. Todos os participantes do Alma Preta pertencem a grupos políticos que questionam o racismo na sociedade brasileira. Assumindo o posicionamento parcial, sem demagogias. O portal é financiado por colaboradores individuais que acreditam e incentivam a mídia preta livre. A maneira da arrecadação ocorre a partir de uma campanha pelo Catarse.

Ações e processos comunicacionais
As principais ações do Alma Preta Jornalismo é proporcionar um jornalismo especializado na temática racial, a partir de um conteúdo em que é possível "encontrar reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira". Seu principal veículo é o site, porém as redes sociais são um das formas de potencializar a comunicação com o público.

Com perfis no Facebook, Twitter e Instagram. O site é dividido em quatro editoriais: "Realidade", aborda-se discussões do racismo na política, economia, cultura e esporte; "Da ponta pra cá " encontra-se a visão da periferia e o que acontece de positivo nas favelas do país; "Mama África", é local reservado para as notícias do continente africano de forma que exponha a complexidade de temas e sua rica diversidade. Por último, há o "Quilombo", espaço destinado para a participação dos voluntários e apoiadores podem opinar a respeito de tudo.

No site está disponível várias reportagens, notícias, coberturas, colunas e análises de diversas temáticas sociais, sendo o texto o principal formato. No canal de Youtube, encontra-se as produções audiovisuais, que vão desde entrevistas com grande personalidades negras a reportagens especiais. Há também produção de conteúdo pelo Spotify, nele está hospedado tudo que é produzido em áudio, além do podcast "Papo Preto" que aborda temas como "autoestima, bem estar e o dia a dia da população negra e periférica, a fim de inserir neste novo modelo de diálogo da sociedade mais subsídios para o debate social".

A participação popular é a partir do momento que o indivíduo se torna um colaborador do projeto. Foi dedicado um espaço em que é se livre escrever sobre os anseios que atormentam as vivências, mas que em muitas vezes não encontram espaços para ser propagados. Durante a pandemia de coronavírus o Alma Preta tem acrescentado ao debate o recorde racial que permeia a situação que se encontra o mundo.

A jornalista e editora do site, Simone Freira, explicou em uma entrevista para a Ponte Jornalismo o modo como a agência tem feito na cobertura da pandemia: “a gente acredita que as reportagens ajudam na construção das pessoas. Lidar e falar da questão racial no país ainda é um tabu. é muito difícil. Então é uma prestação de serviços que o Alma procura fazer na sua cobertura”.


Fontes consultadas
https://almapreta.com/institucional/sobre
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/equidade-racial/memoria-da-imprensa-negra-no brasil/
https://www.uol.com.br/ecoa/ultimas-noticias/2020/06/27/como-a-imprensa-negra-brasileira atua-desde-1833-na-luta-antirracista.htm
https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/opiniao/2020/07/28/jornalismo-so-sera-de-verdade-qua ndo-pretos-as-participarem-dele.htm
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/equidade-racial/o-jornalismo-negro-nas-midias-di gitais-jornais-blogs-e-portais/
https://ponte.org/pontecast-o-olhar-racializado-do-alma-preta-na-cobertura-da-pandemia/